POTENTIAL OF SEAFOOD FROM VALENÇA-BA FOR GEOGRAPHICAL INDICATIONS

Eneldon de Jesus Barros Reis, Poliana Cristina Mendes Oliveira, Luciano Luciano Sales dos Santos, Carlos de Moraes Brito, Catarina Ferreira Silveira, Marcelo Santana Silva

Resumo


Este artigo propõe verificar, por meio do “Guia para Diagnóstico de uma Potencial Indicação Geográfica” do SEBRAE, a potencialidade dos mariscos de Valença (BA) para obter o reconhecimento de uma Indicação Geográfica (IG). A IG é um mecanismo de proteção intelectual e de reconhecimento da notoriedade de produtos com características específicas ligadas à sua origem geográfica. Na territorialidade da região de Valença e de seu sistema estuarino, mantém-se a tradição da mariscagem — prática ancestral transmitida pela oralidade — que fortalece a identidade social e cultural. Apesar de seu potencial, os estudos indicam que os mariscos de Valença apresentam forte potencialidade de reconhecimento como IG, fomentando mercados, atraindo investimentos nos setores de abastecimento e turismo, ao mesmo tempo em que preservam o patrimônio ecológico e cultural, representando uma oportunidade de desenvolvimento sustentável e valorização local.


Palavras-chave


Mariscos; Valença; Indicação Geográfica; Sustentabilidade; Tradição.

Texto completo:

PDF

Referências


ALMEIDA, A. C. Análise do processo de ocupação do manguezal no bairro Teotônio Vilela – Ilhéus (Bahia). Universidade Estadual de Santa Cruz, 2006.

BRASIL. Lei Nacional nº 9.279, de 14 de maio de 1996. Lei de Propriedade Industrial (LPI). Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9279.htm. Acesso em: 10 nov. 2025.

BRITO, C. O.; CALDAS, A. dos S. Turismo e patrimônio alimentar do Baixo Sul da Bahia a partir da notoriedade do azeite de dendê. Geografia dos Alimentos, p. 97, 2021.

CABRAL, D. H. Q.; PALOMINO, M. E. P. A normativa brasileira de indicações geográficas e a possibilidade de alteração de registro no INPI. In: VIEIRA, A. C. P. et al. (Ed.). Indicações Geográficas, signos coletivos e desenvolvimento local/regional. Erechim, RS: Deviant, 2019. v. 2, p. 97–118.

CARDOSO, E. S. Pescadores artesanais: natureza, território, movimento social. São Paulo, SP: USP, 2001. (Tese de doutorado).

CARDOSO, S. da S. P. Avaliação da carcinocultura implantada pelo projeto de gestão dos recursos ambientais do Baixo Sul – Ba. Monografia, Curso de Ciências Biológicas, Universidade Federal da Bahia, 2005. Disponível em: http://www.ondazul.org.br/downloads/arquivos/28.pdf. Acesso em: 28 out. 2024.

CORDELL, J. Remapeando as águas: o significado dos sistemas de apropriação social do espaço marítimo. 2000.

CRESWELL, J. W. Projeto de pesquisa: métodos qualitativo, quantitativo e misto. Porto Alegre: Artmed, 2010.

DIEGUES, A. C. S. Conhecimento e manejo tradicionais: ciência e biodiversidade. 2000.

FLEXOR, M. H. O. Evolução histórica do Baixo Sul na formação da economia do Recôncavo Sul da Bahia. In: ODEBRECHT, N. Desenvolvimento sustentável: a visão e a ação de um empresário: o caso do Baixo Sul da Bahia. Salvador: CRA, 2004. p. 31–70.

FLORES, S. S.; FALCADE, I. Sustentabilidade territorial e indicações geográficas: uma proposta de fatores para avaliação de oportunidades e barreiras nas IGs. Revista Brasileira de Gestão e Desenvolvimento Regional, v. 18, p. 8, 2022.

GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2011.

LUCENA, C. A.; SANTOS, L. A.; SILVA, M. S.; BITTENCOURT, E. S.; PINHEIRO, A. S. F. Análise do Potencial de Indicação Geográfica (IG) para doces e geleias de umbu do Sertão do São Francisco. REVISTA INGI – Indicação Geográfica e Inovação, v. 8, n. 1, p. 2456–2474, jan./mar. 2024. Disponível em: https://ingi.api.org.br/index.php?journal=INGI&page=article&op=view&path%5B%5D=266. Acesso em: 10 nov. 2025.

MARTINS, L. O. S.; DE OLIVEIRA, V. R. V.; LORA, F. A.; PEREIRA, M. G. A.; SILVA, M. S. Geographic indications, sustainability and sustainable development: a bibliometric analysis. Journal of Scientometric Research, v. 13, n. 3, 2024. DOI: https://doi.org/10.5530/jscires.20041231.

MENDES, L. P. Etnoecologia dos pescadores e marisqueiras da vila de Garapuá/Ba. Monografia, Curso de Ciências Biológicas, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2002.

MOURA, F. de B. P.; MARQUES, J. G. W. Conhecimento de pescadores tradicionais sobre a dinâmica espaço-temporal de recursos naturais na Chapada Diamantina, Bahia. Biota Neotropica, v. 7, n. 3, 2007.

RIBEIRO, N. M.; DE OLIVEIRA, M. A. R.; SILVA, M. S. Oportunidades e entraves para a proteção por indicação de procedência para os biscoitos artesanais de Vitória da Conquista-BA. Redes, v. 25, p. 2592–2615, 18 dez. 2020. DOI: https://doi.org/10.17058/redes.v25i0.15115.

SANTOS, J. C.; LIRA, C. R. N. A gastronomia e a organização da cadeia produtiva de mariscos de Valença-BA: situação atual e suas perspectivas. Contextos da Alimentação, v. 6, p. 45–56, 2019.

SANTOS, D. G. O.; SALDANHA, C. B.; SILVA, M. S. Indicação geográfica no Brasil: uma breve discussão processual. REVISTA INGI – Indicação Geográfica e Inovação, v. 8, n. 4, p. 2847–2860, out./dez. 2024. Disponível em: https://ingi.api.org.br/index.php?journal=INGI&page=article&op=view&path%5B%5D=341. Acesso em: 10 nov. 2025.

SALDANHA, C. B., SILVA, D. T., MARTINS, L. O. S., FRAGA, I. D., SILVA, M. S. Sustainability of the Origin Indication of Sugar Cane Spirit from Abaíra Microregion, Bahia, Brazil Under the Aegis of the Sustainable Development Goals (SDGs). Sustainability, v. 16 (24), 2024. DOI: https://doi.org/10.3390/su162410880

SILVA, K. F.; LIMA, Ângela F.; SILVA, M. S. Potencialidade de Indicação Geográfica do Licuri do Semiárido Baiano sob a Ótica do Círculo Virtuoso da Qualidade. Revista Brasileira de Gestão e Desenvolvimento Regional, [S. l.], v. 18, n. 1, 2022. DOI: https://doi.org/10.54399/rbgdr.v18i1.629

VALENCIO, N. F. L. S. A pesca artesanal como identidade: mercantilização e dissolução de um modo de vida rural. VII Congresso Latinoamericano de Sociologia Rural, Quito, Equador, 2006.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2025 Revista INGI - Indicação Geográfica e Inovação

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição - Não comercial - Compartilhar igual 4.0 Internacional.

Licença Creative Commons
Revista INGI - Indicação Geográ¡fica e Inovação. A Revista INGI está licenciada com a Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional

ISSN: 2594-8288

Qualis A4

Com DOI por artigo.

Esta Revista é uma publicação da Associação Acadêmica de Propriedade Intelectual - API - www.api.org.br 

A REVISTA INGI está cadastrada nos sistemas: